INFORMAÇÕES MISSIONÁRIAS – PROJETO PERU Santa Rita do Passa Quatro/SP, 22 de Janeiro de 2010 Para: Pastor Obadias Firmino de Lima, Pr Carlos José de Melo, membros da SEMIAD e VEM-Brasil e a todos os mantenedores do Projeto Peru/Tribos Indígenas Assunto: Relatório Geral das Tribos Indígenas Peruanas Por contato telefônico com o Pr. Antonio Pinedo Gomes, líder do Projeto Peru no Campo - área Indígena fiquei ciente das dificuldades que ele e também os outros nossos *missionários estão enfrentando, e por estarem impossibilitados de enviarem cartas por esses dias, resolvi escrever a nossa missão, comunicando o motivo. Eles estão trabalhando na parte Sul do Peru, bem próximo ao estado do Acre, na Amazônia Peruana, às margens do Rio Purus. A chuva de verão tem dificultado a vida das pessoas que moram por ali, o rio encheu mais que de acostume e está muito perigoso, muitas casas foram levadas pelas enchentes e famílias estão passando por momentos difíceis. Não há estradas nesta região e a única via de transporte que é o rio Purus, que está muitas vezes intransitável, navegar por ele nesses dias é arriscar a vida. Segundo Pr. Antonio já fazem 30 dias que nenhum avião pousa em Santa Rosa do Purus (Pequeno Vilarejo), impossibilitando a chegada e até mesmo o envio de cartas e de qualquer outra coisa. Lembrando que a única maneira de chegar até o local somente por avião ou dez dias e dez noites de barco (não existem estradas). Foram enviadas algumas cartas (carta social) pelos missionários, mas nenhuma chegou até nós, o único meio garantido é por sedex, o que para eles é muito difícil pois o custo é bem maior, as vezes as cartas chegam, mas não é sempre. Falei com o Pastor Antonio por telefone durante aproximadamente 5 a 10 minutos e caiu a ligação, se não errei a conta, 8 vezes, fiz questão de contar pois, sempre cai. Se, com o tempo bom já é difícil a vida nas tribos indígenas, imaginem com toda essa chuva que impedem os irmãos de trabalharem, levar alguém ao pronto socorro em caso de urgência, haja vista, que o local mais próximo fica a 4 horas de barco à motor, e tantas outras dificuldades. Pastor Antonio pediu mais uma vez para agradecer em nome de todos os *missionários, as orações e apoio financeiro que a nossa missão, através dos mantenedores tem dado àquele povo, ele cita que todos os dias somos lembrados pelos kulinas, mastanawas e kashinawas. Falou também sobre o barco missionário, a chuva tem impedido de trabalhar nele, mas já está bem adiantado. Pedimos à todos que continuem orando para que o Senhor Jesus guarde e abençoe aquele povo tão humilde, amoroso e que ama a Deus, e que todos os ribeirinhas do imenso rio Purus cheguem ao conhecimento pleno da verdade, e Cristo seja revelado à todos eles, e no arrebatamento todos possam estar preparados para ouvir a trombeta soar. Aproveito para agradecer à todos que tem labutado para que essa obra siga adiante. A semente está sendo lançada e a colheita certamente chegará. (Sl. 126:6) Mc 4:3 “ Ouvi: Eis que o semeador saiu a semear...” Mc 4:8 “Mas outras caíram em boa terra e, vingando e crescendo, davam fruto; e um grão produzia trinta, outro sessenta, e outro cem.” - Louvado seja Deus! Ev Fernando Andreghetto Coordenador Projeto Peru - Obs.: Depois de alguns minutos de conversa a ligação caiu e não conseguimos nos comunicar mais nesse dia, provavelmente Pr. Antonio deve ter retornado para a tribo no mesmo dia antes de escurecer, pois viajar à noite no rio Purus cheio é o mesmo que andar na contra-mão da marginal Tietê em São Paulo na hora do rush. * Missionários: Jesus Morales – Palestina/Peru Mauro Dsomaji Aboro – Pozo San Martin/Peru Célcio Paulinio Espinoza Valverde – Cataia e Palestina/Peru
Atualizado em 29/01/2010 por Giselle |